REGISTOS de
MARCHA CONTRA A MONSANTO-NÃO AO TTIP
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| http://www.earthday.org/earth-day-2011 |
« Por uma economia verde com um novo paradigma
Infelizmente, para além da insustentabilidade financeira de muitos dos projectos desenvolvidos em Portugal nos últimos anos, os custos ambientais e para a conservação da natureza têm sido enormes: quer autoestradas com pouco tráfego atravessando áreas sensíveis, quer vias que estimularam o uso do automóvel com consequente poluição; barragens com um rendimento muito limitado mas que destruíram património único; urbanizações e empreendimentos turísticos em zonas de solos produtivos ou ecologicamente relevantes.
À escala do país e no mundo, o paradigma para se ultrapassar a crise mantém-se: estimular a produção e o consumo, sabendo-se que os recursos materiais são finitos e escassos, e os consumos energéticos devem ser limitados no caminho para uma transição onde predomine a utilização de energia renovável.
O consumo actual de recursos naturais ultrapassa em 50% a capacidade do planeta suportar e regenerar esses recursos, uma tendência que tem mantido uma trajectória de crescimento contínuo. A pegada ecológica do planeta duplicou desde 1966, porque a pegada de carbono (uma das suas componentes) aumentou 11 vezes desde 1961. Contudo, existem grandes diferenças entre os países do mundo relativamente à pegada ecológica, devido ao seu nível de desenvolvimento económico e social (WWF, 2010). Cerca de um sexto da população mundial é responsável por quase 80% do consumo mundial em termos de bens e serviços. Actualmente, 75% das pessoas à escala mundial consome um décimo em comparação com um cidadão europeu médio (Worldwatch Institute, 2010).
É necessária uma mudança radical no modo como as empresas desenvolvem os seus negócios. As bases dos lucros e perdas, do progresso e da criação de valor têm de ser redefinidas para considerar os impactes ambientais a longo prazo e o bem-estar pessoal e social. Os preços deverão reflectir todas as externalidades de produtos e serviços (custos e benefícios) e as empresas têm de procurar uma maior eficiência na aquisição de materiais, concepção de produtos, produção, marketing e distribuição (o que tem benefícios ambientais e reduz custos). A economia tem de criar emprego suficiente, aumentando ao mesmo tempo, a produtividade do trabalho.
A criação de sistemas de produção de bens em circuito fechado e em rede têm de impulsionar a indústria e reduzir a necessidade de extracção de recursos primários. Os sistemas em circuito fechado deverão passar a utilizar os resíduos como recursos, eliminando a sua deposição no solo, no ar ou na água. Para os mercados globais, a sustentabilidade passará pela atribuição do valor real às externalidades associadas (como os impactes ambientais dos seus produtos e serviços e o benefício dos serviços prestados pelos ecossistemas naturais), a valorização das boas práticas ambientais pelas empresas (que reduzem impactes e custos) e a preferência dos consumidores por bens e serviços com menores impactes ambientais e maior valor acrescentado. Por outro lado, a aposta num desenvolvimento local, com aposta em (novos) produtos e serviços próprios (nomeadamente com espécies autóctones) é também um investimento necessário ao nível global. Neste quadro, é essencial que, ao nível do sistema financeiro, os bancos invistam nestas vertentes.
Um milhar de milhões de acções verdes - a caminho da Cimeira Rio+20
O tema do Dia da Terra em 2011 é a mobilização através de todo um conjunto de pequenas acções que cada um de nós pode tomar para reduzir a sua pegada ecológica. Em causa está uma redução do uso dos materiais, da água em particular, da energia, das emissões de carbono causadoras das alterações climáticas, de resíduos. Todas essas contribuições deverão fazer parte de um caminho para uma mobilização que é urgente acontecer e cuja oportunidade existe através do trabalho e com o apelo das populações de todo o mundo, conjugada com a presença (e espera-se, decisões) dos chefes de Estado e de Governo de todos os países na Cimeira que terá lugar no próximo ano no Rio de Janeiro, com igual propósito que a ECO/92, que teve um enorme efeito na mobilização e actuação em prol de um desenvolvimento sustentável há quase 20 anos atrás.
A Direcção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza »
«desenvolver em Faro um fórum de debate que deverá mobilizar os cidadãos a participar num exercício de reflexão colectiva sobre o papel das cidades na actual fase de desenvolvimento do país, que vise identificar e avaliar os seus recursos com potencial para o desenvolvimento económico e social e ajudar a definir uma ‘agenda local para a retoma’».
O Departamento de Habitação da Câmara Municipal de Coimbra já tem lista de espera para ocupação das hortas urbanas do Bairro do Ingote. Os 25 talhões com 150 metros quadrados estão todos ocupados e a procura é cada vez maior, adiantou ontem o vereador Francisco Queirós, apontando as questões económicas como uma das justificações para que cada vez mais pessoas queiram ter a sua horta. (...)
(Leia o resto da noticia em Diário de Coimbra)
Em Ponte de Lima, utilizadores falam com entusiasmo das Horta Urbanas onde se colhem "banhos de saúde e pedaços de paz".
(...) "Aqui colhe-se de tudo", diz Cristina, numa espécie de visita guiada às hortas. Fala nas beringelas, "que são boas para o colesterol e a diabetes", nos aipos, "que dão o sabor do sal mas que não contêm sal", e nas calêndulas, "que dizem que são as enfermeiras da horta".(...)
(Leia o resto da noticia em DN Portugal, 02 Novembro 2010)
O município de Vila Franca de Xira vai criar um conjunto de hortas biológicas urbanas no espaço da Quinta Municipal da Piedade, numa parceria com a Associação Portuguesa de Agricultura Biológica (AGROBIO).
(...) A escolha da Quinta Municipal da Piedade baseou-se no facto de esta reunir ter “áreas de terreno adequadas ao cultivo e por estar integrada no espaço urbano da cidade da Póvoa de Santa Iria”.
(...) O projecto prevê também várias actividades, como palestras para a população escolar, visitas para as famílias e a possibilidade de desenvolvimento de uma cadeira de horticultura biológica na Universidade Sénior de Vila Franca de Xira.(...)
(Leia o resto da noticia em Público, 03.11.2010)
Também Vila Real vai ter mais de dois hectares de hortas urbanas (...)
(Leia o resto da notícia em A Voz de Trás-os-Montes - Expresso, 28 de Outubro de 2010)
Colóquio «Hortas urbanas: A fusão do campo com a cidade» realizado no passado dia 02 de Novembro, na Universidade de Coimbra.
(...)Para Jorge Cancela, coordenador da Associação de Valorização Ambiental da Alta de Lisboa (AVAAL), e um dos convidados deste colóquio, “a agricultura urbana é uma das áreas de maior interesse de implementação pela sua capacidade de gerar micro-rendimentos familiares, promover a coesão social, fomentar as relações inter-geracionais e inter-culturais, melhorar o solo local, contribuir para o equilíbrio do ciclo hidrológico urbano, entre outros benefícios”. (...)
(Leia o resto da noticia em Campeão das Províncias, 29.10.2010)
Dossier : L’agriculture urbaine : un outil multidimensionnel pour le développement des villes et des communautés
A agricultura urbana e peri-urbana é o tema desta publicação científica... em língua francesa...
«(...)800 milhões de pessoas em todo o mundo praticarão agricultura urbana. Destes, 200 milhões prouzem para o mercado e 150 milhões deles fazem-no a tempo integral. Estas pessoas são responsáveis por cerca de 15% da produção mundial de alimentos. Uma percentagem que se estima possa dobrar na próxima geração. Desde 1996, os dados disponíveis em algumas cidades têm mostrado um aumento no número de produtores, da produção e do valor desta actividade urbana. Embora a maioria das pessoas que praticam a agricultura urbana vivam em países em desenvolvimento, muitos também são de países industrializados.
Esta edição da Vertigo - revista electrónica de ciências do ambiente - publica artigos que abordam esta que é uma ferramenta de desenvolvimento, mas também de sociabilidade urbana, de gestão sustentável das cidades, etc. Este dossier mostra que a agricultura urbana é um elemento chave da sustentabilidade.»
(Leia o resto em VertigO, Vol. 10, n.º 2, Septembre 2010)