sábado, 27 de outubro de 2012


ECONOMÍA-GRÉCIAA moeda da solidariedade
Leonidas Ntilsizian 

Ierapetra, Grécia, 16/3/2012, (IPS) - “Cuidado. A soda cáustica é perigosa”, grita Rea Pigiaki enquanto mistura o líquido com lavanda para preparar seus sabonetes aromáticos, que são muito famosos nesta pequena localidade do sudeste de Creta. 


Crédito: Leonidas Ntilsizian/IPS
Mesas e cadeiras de madeira à venda em Iarepetra, na Grécia, ostentam preços na moeda kaereti.
Pigiaki, mãe de três filhos, oferece seus produtos artesanais a integrantes da Rede de Moeda Alternativa de Ierapetra. Ela cobra 1,5 kaereti (a moeda local, digital e também chamada “social” de Ierapetra) por barra de sabonete, e normalmente recebe mel e laranjas em troca de seus produtos. “Em nossos caixas já não há euros. O kaereti parece ser uma resposta ao que está ocorrendo na economia grega”, disse à IPS.

Todos os intercâmbios da rede são registrados em um computador central, onde os membros publicam o que podem oferecer, cobrindo uma ampla variedade de produtos e serviços. Os integrantes anotam os que precisam. Quando dois membros decidem fazer a troca, cada um completa a conta do outro com a quantia acordada em kaereti. O ponto-chave é que não circulam nem euros e nenhuma outra moeda oficial, e que todos os intercâmbios são feitos exclusivamente em kaereti. A palavra “kaereti” pertence ao dialeto local e significa “oferece uma pequena ajuda a alguém que necessita, sem esperar um benefício”.

Pescado fresco, vinho, o famoso licor raki de Creta, café árabe, produtos agrícolas locais, móveis de madeira, artesanato, sabonete biológico, óleos essenciais, chocolate caseiro, joias… Tudo que se imagina é oferecido e trocado rapidamente por meio da rede digital. A rede de produtos tangíveis foi completada com um grande número de serviços e uma força de trabalho bem equipada e pronta para oferecer suas habilidades na hora: eletricistas, encanadores, pedreiros, pintores, jardineiros, artistas gráficos, advogados, contadores, professores de idiomas, dança e música. A lista é interminável.

O mais incomum parece ser alguém que “oferece seus estudos em arquitetura marinha”, contou Alexis Machairas, um dos criadores da rede, que é plenamente autossuficiente e profissional. “A moeda local foi criada em agosto de 2011, e até agora tem participação de mais de 300 membros da sociedade legal”, explicou. “Especialmente nas últimas semanas – quando a economia da Grécia mostrou uma grande queda – a quantidade de membros e transações aumentou rapidamente. No último mês, os membros da rede aumentaram em um terço, e se registra pelo menos uma transação por dia”, acrescentou.

Sem dúvida, a transparência no sistema monetário local é uma grande vantagem. Todos os membros têm acesso à planilha principal, que mostra a hora da transação, os preços e a quantidade de trocas realizadas a cada momento. Um kaereti equivale a um euro, mas os euros não são permitidos dentro da rede. “As moedas alternativas estão dirigidas principalmente aos pobres”, explicou o professor e economia política George Stathakis, da Universidade de Creta.

“Todas as redes alternativas são uma base muito séria para superar os obstáculos que as camadas mais pobres da sociedade enfrentam”, afirmou Stathakis. Assim, ressurgem velhas atividades que ganham um novo valor, gerando emprego simultâneo. “Todos os intercâmbios se baseiam na confiança, transparência e simplicidade. Atualmente, na Grécia funcionam 26 redes diferentes de trocas, embora a do kaereti seja a mais ambiciosa”, destacou. “Até o final do ano, haverá cerca de cem dessas redes na Grécia. Os 300 a mil integrantes de uma rede têm uma boa perspectiva sobre como ter êxito na sociedade local, e, sem dúvidas, receberão grandes benefícios”, acrescentou.

Embora a chamada “moeda social” dê esperanças aos pobres, não soluciona os problemas macroeconômicos da Grécia, já que carece de uma base institucional ou estatal. ..... este tipo de economia tem profundas raízes na região. Até 1960, o sistema de troca ainda regulava o setor agrícola de Creta. “Minha mãe recorda que, até 1959, quando minha família alugava uma casa em Chania, o aluguel era pago em azeite”, recordou o professor.

A economia de escambo permite que os participantes se beneficiem mutuamente. Por exemplo, Kostas, membro da rede kaereti, organiza excursões em seu barco durante o verão, e no inverno cultiva em suas terras, o que lhe permite oferecer azeite e azeitonas na rede. Por outro lado, Dimitris, outro integrante, fornece a Kostas serviços de seguro de automóvel em troca de óleo de oliva. “Ambos ganharemos”, disseram. “Em condições normais, o comerciante cobra 1,80 euro por um litro de azeite de oliva, e o cliente no supermercado normalmente compra a mesma quantidade por cinco euros. Ambos fizemos um acordo por 2,5 kaereti o litro, e entre nós não há intermediário”, explicou Dimitris.

O intercâmbio fica imediatamente registrado na rede, Kostas somará mais kaereti à sua conta e, após alguns meses vendendo seu azeite, pedirá a Dimitris que faça um seguro anual para seu carro. Atualmente, em Ierapetra, “os membros da rede pagam as contas dos idosos, oferecem traslados a outros habitantes do lugar e inclusive cuidam de seus filhos”, conta Ioanna, uma funcionária social da rede. “Os vínculos entre os integrantes se fortalecem a cada dia. Eles tomam conta das necessidades reais dos demais. Além disso, cada um pode mostrar as habilidades que possui. Há integrantes que podem consertar cadeiras de madeira e agora se sentem úteis e produtivos”, ressaltou.

A falta do euro abre a porta para a solidariedade entre os integrantes da comunidade do kaereti, o que representa uma efetiva via de saída de uma crise econômica nascida da especulação financeira. Os membros da rede kaereti citam com frequência o prêmio Nobel de Literatura, Giorgos Seferis, que afirmou que, em um mundo cada vez menor, cada um necessita de todos os demais. Envolverde/IPS (FIN/2012) http://www.pearltrees.com/#/N-play=1&N-s=1_4625925&N-u=1_460327&N-p=38768693&N-f=1_4625925&N-fa=4625914

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

sexta-feira, 8 de junho de 2012


HORTA DO PERES – UM EXEMPLO A SEGUIR

         Na sequência de intervenções anteriores do Glocal Faro – a 10 de Outubro de 2010 a proposta de criação da 1ª horta urbana de Faro que a CM aceitou e tornou realidade e a 27 de Março de 2011 a plantação dos canteiros do Largo da Madalena - este sonho começou a realizar-se há dois meses e meio e aqui está ele bem verdinho para demonstrar que a união não faz só a força, como une vizinhos, munícipes e dá vida a uma cidade. Foi no dia 24 de Março de 2012 que os munícipes aderiram ao convite do Glocal para criar uma horta relâmpago, que contou, entre outros, com o apoio da Fagar, da Câmara Municipal de Faro, da CIVIS, da PRAVIS do Projecto de Querença e da In Loco.
        A Horta do Peres é um sucesso e o orgulho dos novos hortelãos, da vizinhança, do Glocal e dos muitos curiosos que todos os dias vão conhecer este pequeno espaço rural em plena cidade de Faro.



Terreno antes da intervenção

24 de Março 2012 dia de semear e plantar


  2 semanas depois                         Ao fim de um mês

A horta atualmente (Junho 2012)

                                                                                   A nossa horta e jardim


No passado dia 1 de Junho decorreu o primeiro Jantar de Convívio da Horta do Peres, a noite esteve fresquinha, mas a comida e o convívio entre vizinhos e o Glocal foram muito agradáveis. 




         Quando passar pela Rua José de Matos, a caminho do Bom João, faça um pequeno desvio e vá visitar a Horta do Peres. Vai ver que ganha entusiasmo para criar um oásis semelhante noutro qualquer local da cidade…e, se quiser, o Glocal Faro vai apoiá-lo!



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Mercado de Trocas

Último sábado de Maio, mais um Mercado de Trocas na Alameda. O Serviço Meteorológico garante-nos um Sol radioso, para nos compensar da tremenda chuvada do mês passado que, apesar de forte, não foi suficiente para nos apagar os sorrisos!Vamos, desta vez, festejar a Família! e em Família vamos trocar, vamo-nos divertir, vamos transformar a Alameda num espaço mais vivo, ainda mais bonito!
a InLoco promove o Mercado de Produtos Biológicos, a Biblioteca Municipal o Sábado em Família e o Glocal o Mercado de Trocas. A Alameda está em Festa, Contamos convosco!

COOP 57

ENCONTRO ANDALUZ
10 de Março de 2012


VÍDEO

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terça-feira, 1 de maio de 2012

DIA 5 MAIO, PELAS 15:30JARDIM BIVAR

ESTA IMAGEM É PARA SER REPRODUZIDA POR QUEM QUISER LEVAR UMA IDENTIFICAÇÃO DA ACTIVIDADE