quarta-feira, 31 de março de 2010

Limpar Portugal em Faro - os números do sucesso ;-)

Resultados da acção de limpeza no dia 20 de Março:

  • 643 Voluntários no terreno, incluindo 74 voluntários de apoio à organização;
  • 16 grupos formais envolvidos na limpeza (escoteiros e escutas, escolas, associações, clubes, etc)
  • remoção de lixo em 69 dos 87 locais de deposição ilegal de resíduos previamente referenciados;
  • 225 toneladas de resíduos recolhidos (190 t de entulhos, 8,6 t de RSU, 10,5 t de monos e 15 t de recicláveis e verdes);
  • 32 Viaturas envolvidas, incluindo carrinhas e jipes para transporte de voluntários, camiões, tractores, retro-escavadoras e embarcações diversas;
  • 63 entidades, públicas e privadas, disponibilizaram os meios humanos / logísticos necessários, os materiais e facilidades diversas e/ou apoiaram a divulgação da iniciativa.
(texto copiado de http://limparportugal.ning.com/group/farfaro
(foto do álbum do LimparPortugal)

quinta-feira, 25 de março de 2010

Faro aderiu e você?

Apagar as luzes por uma hora - a Hora do Planeta - é não só contribuir para a preservação do nosso Planeta, como fazer parte da maior plataforma voluntária de cidadãos contra as alterações climáticas, Portugal volta a aderir.


Já temos confirmadas oficialmente as cidades de Faro, Lisboa, Loulé, Águeda, Aveiro e Vila Nova de Famalicão. E todos os dias várias cidades e vilas do país procuram saber como aderir a este movimento que este ano já está a ultrapassar os números atingidos em 2009.

Monumentos nacionais (como: Cristo Rei, Castelo de São Jorge, Museu da Electricidade e Padrão das Descobertas em Lisboa; Arco e Muralhas da Cidade de Faro; Biblioteca Manuel Alegre, em Águeda; ou o Mosteiro do Landim, em Vila Nova de Famalicão) engrossam a lista de mais de 70 monumentos que em todo o mundo irão ficar às escuras em nome desta mensagem poderosa da WWF e da Hora do Planeta: ajudar a manter o nosso Planeta Vivo!

Durante uma hora mais de 4 mil cidades, das quais 11 cidades portuguesas, em 88 países, 21 mil empresas e o estrondoso número de 1 200 milhões e pessoas em todo o mundo deram o seu voto ao Planeta.



Se podemos ficar em casa com a luz acesa? Podemos… mas não é a mesma coisa!

Contra o aquecimento global, uma acção GLOCAL. A opção é SUA, o Planeta é de todos!


HORA DO PLANETA
27 Março – 20H30 e 21H30

Pedro Abrantes

Fonte: adaptado de WWF

http://www.wwf.pt/o_que_fazemos/hora_do_planeta/hora_do_planeta_2010/ - Artigo adaptado

http://www.gresta.com.br/blog/img/HORA%20DO%20PLANETA.jpg – Hora do Planeta com a vela e globo

http://www.horadoplaneta.org.br – Banner com a Contagem

Agricultura Urbana

Até há pouco tempo atrás era capaz de parecer piada... Mas nos últimos anos a agricultura urbana tem vindo a ter crescente atenção e implementação, com múltiplas experiências pelo mundo inteiro e lugar cada vez mais assegurado, por exemplo, nas políticas / planos municipais – inclusive em Portugal.

E isto porque os benefícios potenciais são inúmeros, tanto para as pessoas directamente envolvidas como para as cidades como um todo. Alterações climáticas, segurança alimentar, eficiência energética, gestão de resíduos, crise económica, “epidemia de obesidade”, isolamento/enfraquecimento das redes sociais/ comunitárias urbanas são algumas questões bem actuais para as quais a agricultura urbana pode dar um contributo positivo. De facto esta actividade proporciona nomeadamente:
  • acesso a alimentos saudáveis, frescos e a baixo custo – com vantagens para a economia familiar e para a nutrição/saúde (acrescidas quando os produtos são de cultivo biológico, sem fertilizantes e pesticidas químicos);
  • actividade física;
  • oportunidades de lazer, relaxamento, convívio e até ‘terapia’ (veja-se por exemplo, esta reportagem nas hortas urbanas de Lugo/Espanha);
  • gestão/aproveitamento de águas e resíduos sólidos orgânicos;
  • redução da dependência de alimentos de regiões distantes (com consequente redução dos custos energéticos e demais desvantagens do transporte e armazenamento de alimentos);
  • efeitos no clima/microclima urbano (temperatura, humidade, captação de partículas e gases, etc.);
  • protecção e isolamento de edifícios (ver por exemplo aqui);
  • melhoria da estética e qualidade do ambiente urbano;
  • criação de postos de trabalho e reforço da economia local;

Este curtíssimo vídeo da autoria da Quercus explica num
“Minuto Verde”, Vantagens das Hortas Urbanas




Onde e como? Bom, desde a ocupação de lotes vagos, aos quintais e varandas particulares, passando por criação de hortas comunitárias (trabalhadas colectivamente) e outras hortas urbanas (em que os talhões podem ser entregues a indivíduos/ famílias), “telhados verdes”/green roofs e “paredes verdes” até “quintas verticais”, várias vão sendo as soluções encontradas para cultivar dentro das cidades. Há intervenções de ampla escala e natureza industrial – mas no GLOCAL interessam-nos sobretudo as iniciativas que podem ser desenvolvidas por autarquias, escolas, associações/ grupos, indivíduos…

Em próximos posts procuraremos dar mais pistas e exemplos aplicáveis a Faro

Para já se quiserem ver mais...
... a Wikipedia (em inglês…) tem uma introdução ao tema e vários links.
... esta notícia do Ambiente Online (2009-01-19) refere algumas experiências em Portugal

quarta-feira, 24 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

Estudantes e cientistas preparados para fazer greve de fome como chamada de atenção para as pescas fraudulentas

Publicamos na íntegra um Comunicado de Imprensa relativo a uma manifestação de alunos da UAlg (Erasmus), que estão dispostos a fazer uma greve de fome, durante 24h, em prol da Reforma das Pescas.

Este grupo alunos de Erasmus esteve envolvido na Vigília à luz das velas na passado do dia 12 de Dezembro junto à doca de Faro (eram os que estavam nas canoas).

Para esta manifestação eles possuem o apoio de vários coordenadores do seu Programa (EMBC - Erasmus Mundus Master of Science in Marine Biodiversity and Conservation) e alguns membros importantes da antiga Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente (agora intitulada Faculdade de Ciência e Tecnologia).

por Pedro Abrantes
Quando: 21-22 de Maio, 2010
Onde: Universidade do Algarve, Campus Gambelas, Faro  (21 de Maio)
Jardim Manuel Bivar, Faro (22 de Maio)

Estudantes e cientistas da área de conservação marinha da Universidade do Algarve lançaram uma campanha que visa a Reforma das Pescas. Através de um sacrifício pessoal e da sua determinação, irão conduzir uma greve de fome durante 24h, argumentando que preferem passar fome do que se alimentarem de peixe roubado. Durante as primeiras horas de greve de fome o grupo realizará alguns eventos no Campus Gambelas, tais como visualização de filmes, conferências e a realização de um pequeno espectáculo teatral que visa demonstrar e comunicar as suas preocupações. Durante o segundo dia, o grupo irá interagir com o público em geral, no Jardim Manuel Bívar, providenciando teatro de rua, entrevistas e sensibilização para melhores escolhas no consumo e compra de peixe, através da entrega de panfletos. Após uma refeição, a partir de uma fonte localmente sustentável, o grupo continuará com mais actividades ao longo da noite, incluindo arte e música ao vivo no centro de Faro (local ainda por determinar).

Segundo o grupo, cientistas estimam que em menos de 50 anos as frotas industriais reduziram as grandes espécies comerciais para meros 10% dos níveis anteriores (1960). Há cerca de 2 meses, Daniel Pauly, um dos melhores especialistas do mundo em gestão das pescas, foi recebido na Universidade do Algarve. Durante uma apresentação, em Gambelas, o Dr. Pauly revelou evidências que sugerem que os oceanos não possuirão stocks comercialmente viáveis até 2048.
Actualmente as frotas industriais atingem elevadas dimensões e são de tal modo eficientes na sua função, que têm vindo a reduzir significativamente a produção, ao ponto de deixarem de fazer sentido quer biológica, social e economicamente. O grupo argumenta que, se não fossem os governos a entregar uma vultuosa quantidade de subsídios às frotas industriais, a indústria iria à falência em apenas um dia. À semelhança de uma fiança bancária, o grupo insiste que temos o direito de nos pronunciarmos em relação à gestão das pescas. Alegam que com uma abordagem cautelosa, o mundo das pescas poderia alimentar muito mais pessoas de um modo sustentável, dando emprego a muito mais gente. Na verdade, o Banco Mundial recentemente publicou um documento argumentando este mesmo ponto.
Representantes do grupo proclamam que se a Política Comum das Pescas da UE não for modificada significativamente até 2012, então o futuro dos pescadores portugueses será incerto. Acreditam também que se o colapso dos stocks a nível global acontecer, assistiremos a um aumento de pobreza, malnutrição, refugiados e o colapso do ecossistema.
Citando um dos organizadores desta campanha, “ Nós queremos que esta campanha se foque nas injustiças que se tem feito com o público europeu, com as comunidades costeiras das nações em desenvolvimento e para com as gerações futuras. Nós queremos mostrar ao nosso governo que estamos a fazer um sacrifício pessoal para assegurar a conservação das fontes mundiais e que não desistimos sem lutar. Finalmente, queremos também relembrar ao público que há muitas famílias que habitam em zonas costeiras de países em desenvolvimento que já não possuem alimento, em consequência da política de pescas da UE que promove a captura em mares estrangeiros. Nós preferimos passar fome, do que saber que estamos a contribuir para mais sofrimento e é isso que vamos fazer no dia 21 de Maio”.
Os organizadores anunciaram que gostariam de ter mais cidadãos envolvidos neste projecto e que vão fazer um esforço para incluir o pescador artesanal num futuro próximo. Se está interessado em participar ou se gostava de receber uma cópia de um guia da campanha da Reforma das Pescas contacte Greg através do email greg@respectnature.com ou visite o nosso grupo no Facebook, Campaign for Fisheries Reform.

terça-feira, 16 de março de 2010

Mobilidade Sustentável em Faro

Existe um Plano de Mobilidade Sustentável do Concelho de Faro - ou, pelo menos, encontram-se documentos sob este título no site, de 2007, no site da Câmara Municipal. Alguém sabe em que pé isso está de facto?
Em Dezembro último terá havido também um Congresso em Faro sobre este tema, organizado pelo Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve - Professora Manuela Rosa [programa aqui], pelo que o tema parece estar ainda em andamento ;) Agradecem-se informações adicionais...

domingo, 14 de março de 2010

Vamos olhar para os Transportes. Alguns factos

A área dos transportes / mobilidade é fundamental para as questões da sustentabilidade, alterações climáticas e energéticas – mas tem também grandes implicações para a saúde e para a qualidade de vida!

Vejamos por exemplo os seguintes dados:

Na região europeia (tal como é definida pela OMS/Organização Mundial de Saúde) o sector de transportes é responsável pelos maiores aumentos de emissões de gases de efeito de estufa (GEE) produzidos pelo homem.
(traduzido de “Fact Sheet” no site da OMS “The solid facts on climate change and health”, 12 Mar. 2010)

O sector dos transportes representa cerca de um terço do consumo final de energia dos países membros da AEA e é responsável por mais de um quinto das emissões de gases com efeito de estufa. (…) Além disso, o sector dos transportes tem um grande impacto na paisagem, devido à fragmentação das zonas naturais com graves consequências para animais e plantas.
(em Agência Europeia do Ambiente/AEA, http://www.eea.europa.eu/pt/themes/transport)

Efeitos no Ambiente e Saúde: uma década de factos e números
- Os acidentes de viação matam cerca de 100.000 pessoas por ano na Região Europeia, causando aproximadamente 2,4 milhões de feridos. Um terço dessas mortes recai é de pessoas de menos de 25 anos.
- Estima-se que a poluição atmosférica tenha reduzido em média 8,6 meses de vida de cada pessoa na UE-25, sendo as emissões resultantes do tráfego rodoviário responsáveis por parte significativa desse efeito.
- Cerca de 120 milhões de pessoas nos 15 Estados Membros que integravam a UE antes de Maio 2004 (UE-15) – mais de 30% do total da população – estão expostas a níveis de ruído de tráfego rodoviário que excedem o limite de 55 dB (Ldn).
- A falta de actividade física está associada a 600.000 mortes anuais na Região Europeia, onde se estima que entre 20 a 30% dos adultos sejam obesos.
- A emissão de gases de efeito de estufa pelo sector de transportes aumentou de 16,6% do total em 1990 para 23,8% em 2006 nos 27 actuais membros da UE e continua a aumentar. O transporte rodoviário é responsável por mais de 70% destas emissões.
- Os transportes estão 95% dependentes do petróleo e são responsáveis por 60% do seu consumo mundial; tal dependência expõe crescentemente o sector a choques relacionados com a oferta e a instabilidade de preços do petróleo.
- Hoje, a rede viária ocupa 93% da área total usada na UE para transportes; os comboios ocupam somente 4% e usam cerca de 3,5 vezes menos espaço por passageiro-kilómetro do que os carros.
(traduzido de “Fact Sheet” no site da OMS “Ten years’ work towards sustainable and healthy transport in Europe: key achievements and the way forward”, Jan. 2009)

Diminuir as distâncias percorridas por pessoas e bens/produtos, reduzir a utilização do automóvel, favorecendo a utilização de transportes públicos sustentáveis e, melhor ainda, as chamadas formas de mobilidade activa (andar a pé ou de bicicleta – ou de canoa… ;-), são então opções que trazem benefícios simultâneos para o ambiente, saúde, bem-estar e até para a economia local.
Neste, como noutros domínios, as escolhas de cada indivíduo têm um papel importante – mas muito depende também de acções a nível local, nacional e internacional. Tencionamos ir explorando aqui no blogue pistas sobre o que se pode fazer!

Alguns links:
Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres/IMTT: http://www.imtt.pt/
Agência Europeia do Ambiente/AEA. Tema: Transportes: http://www.eea.europa.eu/pt/themes/transport
      (website principal: EEA/European Environment Agency: http://www.eea.europa.eu/)
Transport, Health and Environment Pan-European Programme: http://www.thepep.org/en/welcome.htm
Organização Mundial de Saúde/OMS – Europa. Transportes e Saúde: http://www.euro.who.int/transport

domingo, 7 de março de 2010

GLOCAL adere ao Limpar Portugal!

Um Grupo de amigos decidiu colocar “Mãos à Obra” e propor “Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia” (20.03.2010). Este Grupo de amigos portugueses já ultrapassa os 35500 voluntários.
O Presidente da República concedeu o Alto Patrocínio a esta iniciativa. Vamos ter a United Press Photo a fazer a cobertura do evento e o apoio do Ministério do Ambiente.
Participa! Para aderir basta ir a http://limparportugal.ning.com e seguir as instruções de inscrição escolhendo o grupo mais próximo da tua casa, em que queres participar.
Nós no GLOCAL vamos Limpar Portugal, e tu? Vais ficar em casa?

por P. Abrantes

quarta-feira, 3 de março de 2010

Dia a dia...

No Glocal iremos concentrar-nos sobretudo em acções colectivas - mas há sem dúvida muito que podemos individualmente ir fazendo no dia-a-dia!
Acordos internacionais de alto nível não irão por si só travar as perigosas alterações climáticas; é necessário mudar o comportamento dos indivíduos e comunidades, especialmente no que toca às suas preferências em termos de habitação, transporte e alimentação” (tradução - Relatório Stern).
A brochura da GreenPeace "How to save the climate - Join the Energy [R]evolution" propõe então que cada um de nós:
1-> Procure informar-se mais
2-> Comece por si próprio, verificando hábitos, etc. que se podem ir corrigindo...
3-> ...E depois tente convencer outros a fazer o mesmo

E então o que podemos já mudar? ... Eis 9 dicas para começar :
a. Andar a pé ou de bicicleta, evitando usar o carro...
b. Recorrer à teleconferência em vez de viajar!...
c. Usar lâmpadas eléctricas eficientes
d. Reciclar e usar produtos reciclados
e. Encher bem os pneus
f. Plantar árvores autóctones
g. Baixar o termóstato do aquecedor/ar condicionado
h. Usar energia renovável
i. Optar por comida produzida localmente
(ver detalhes em Easy Things You Can Do To Help Our Climate, Patrick Gonzalez - The Nature Conservancy)
Encontram-se na net muitas outras sugestões!
Em português, por exemplo, o blog Mude o Mundo seleccionou 50 ações contra o aquecimento global e o Manual de Etiqueta Sustentável dá-nos 120 ideias relativas a Água, Energia Eléctrica, Reciclagem, Consumo e Cidadania.
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