domingo, 29 de agosto de 2010

Outros exemplos de agricultura urbana - Europa

● Um fantástico exemplo de aproveitamento de espaço abandonado no centro de Berlim (o vídeo é em inglês, mas, como dizem, as imagens valem mais que …): www.monocle.com/sections/business/Web-Articles/Prinzessinnengarten/

One Pot Pledge® é uma campanha a decorrer no Reino Unido que se propõe envolver 30.000 pessoas que nunca experimentaram cultivar nada – assumindo a “Promessa de um Vaso”, os interessados comprometem-se plantar 1 planta comestível durante este ano! www.onepotpledge.org/

GROFUN/”Growing real organic food in urban neighbourhoods” (Cultivando comida orgância em bairros urbanos”) pretende aumentar produção e nº de produtores de alimentos urbanos, incluindo, entre outras iniciativas, eventos de convívio e o projecto “Many Hands”. Aqui quem não tem espaço próprio pode envolver-se na horta partilhada; mas quem queira ajuda de outros no cultivo do seu próprio terreno, pode também consegui-lo em troca de um contributo para o projecto comum: www.grofun.org.uk (há também um grupo de discussão online http://groups.yahoo.com/group/GROFUN/ e uma página no Facebook)

CapitalGrowth é uma campanha a decorrer em Londres com diversas actividades que visam “ajudar os londrinos a transformar a capital criando 2012 novos espaços para cultivar alimentos até ao final de 2012” : www.capitalgrowth.org

Incredible Edible Todmorden: Enquanto em Copenhaga se decidia ou que se iria ou não fazer, uma comunidade de Londres mostrava com esta iniciativa, que “pretende aumentar a quantidade de alimentos produzidos e consumidos na cidade”, como localmente se pode “fazer a diferença”. Para que outras “incríveis comunidades comestíveis” :-) vão surgindo, propõem nomeadamente “10 for ’10” :”10 propostas práticas, bem viáveis, que se podem concretizar já em 2010. Leia sobre estas propostas bem simples e as actividades locais em www.incredible-edible-todmorden.co.uk/

● De natureza bem diferente, a “Food Climate Research Network” é uma rede investigação que procura compreender melhor como é que o sistema alimentar contibui para a emissão de gases de efeito de estufa e investigar e promover modos de os reduzir, estando presente no Facebook

Outros exemplos e links de agricultura urbana - Portugal

Sobre agricultura... "de varanda”!
"Qualquer espaço dá para fazer uma horta ou uma mini-horta. Só tem de se adaptar o que se pretende cultivar ao espaço", explica Sofia Lobo. Um quintal pode ser um bom local para plantar, assim como uns vasos na sua varanda, caso more num apartamento. "É algo que os ingleses fazem desde há muito, os chamados kitchen gardens e que, felizmente, têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos em Portugal", diz. As preferências dos "agricultores de varanda" passam pelas ervas aromáticas e condimentares. De entre os legumes, as alfaces são as preferidas, mas há muitos que cultive de tudo, até batatas em vasos.
Nos cursos da Fundação Biológic@ aprende-se como controlar e tratar pragas sem químicos, assim como fertilizar as plantas sem usar adubos artificiais(…).
Excerto de notícia no Diário de Notícias, 04-04-2010 (http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1535624&seccao=Biosfera)

         Um blogue pessoal/fotos: http://cantinhoverde.blogspot.com/2007/11/mais-umas-fotos.html


Permacultura Urbana - Portugal: http://permaculturaportugal.ning.com/group/permaculturaurbana (Rede Social)

Guerrilla Gardening/“Jardinagem de Guerrilha” - Portugal: http://guerrillagardening.org/community/index.php?board=171.0 (Rede Social)
http://www.facebook.com/group.php?gid=113904988644294&ref=ts (Facebook)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ciclo de Tertúlias - A prática da Aquacultura

O Núcleo Regional do Sul da Associação Portuguesa de Engenharia do Ambiente organiza, dia 8 de Setembro, em Faro, uma tertúlia sobre «A Prática da Aquacultura».

A iniciativa está inserida no ciclo de tertúlias «Recursos Naturais» que tem vindo a ser promovido por aquela associação, servindo para “apresentar, esclarecer e debater o desenvolvimento da aquacultura no contexto regional do Algarve”.

O evento contará com a presença de representantes de várias instituições, como a direcção regional de Agricultura e Pescas do Algarve, Instituto de Investigação das Pescas e do Mar, Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve e Associação Portuguesa de Aquacultores.

A tertúlia realiza-se dia 8 de Setembro, no Pátio B@r/Pátio das Letras, em Faro, entre as 18:00 e as 20:30 horas.

Fonte: NRS APEA

http://sul-apea.blogspot.com/2010/08/ciclo-de-tertulias-pratica-da.html

domingo, 15 de agosto de 2010

Hortas Urbanas - Exemplos em Portugal

Eis alguns excertos de notícias sobre iniciativas de hortas urbanas em diversos municípios portugueses:

Hortas urbanas conquistam terreno em Portugal
(…) assistimos ao nascimento de novos espaços comunitários por todo o país. Nesta matéria, Lisboa assume-se com uma aposta clara tendo apresentado um plano que prevê, a par do melhoramento das já conhecidas hortas da Quinta da Granja, Vale Fundão e Bairro Padre Cruz, a criação de hortas novas em Campolide e Telheiras. Ainda em Lisboa, merecem igualmente destaque dois projectos que têm ambos lugar na Alta de Lisboa. Um deles levado a cabo pela Escola 34 que transformou um matagal numa horta graças ao envolvimento de pais, professores e alunos que vêem nascer produtos que vão parar directamente à mesa, promovendo desta forma uma alimentação mais saudável. Com outro âmbito mas também na Alta de Lisboa, poderá vir a nascer uma horta comunitária resultado do empenho pessoal do arquitecto paisagista Jorge Cancela, que vê neste projecto uma forma de fortalecimento comunitário ao permitir aproximar moradores realojados das pessoas que escolheram aquele bairro para viver.
Mais a Norte, as referências vão para o projecto “Horta à Porta” (ver caixa) no Grande Porto que conta já com 12 espaços comunitários para cultivo biológico e tem mais de 700 pessoas em lista de espera; Em resposta à crise, Maia viu nascer a primeira horta de subsistência da região do Porto, podendo candidatar-se desempregados ou pessoas que declarem baixos rendimentos. Já Ponte de Lima apostou nas hortas urbanas como instrumento de educação ambiental e alimentar. Outras cidades, como Coimbra (ver caixa) e Funchal, disponibilizaram espaços verdes camarários para o cultivo de pequenas hortas e tornaram esta actividade um elo de convivência social e entre gerações. De Évora vem o exemplo dos já muito requisitados “quitandeiros” que aos sábados e domingos vendem à porta do mercado os produtos que cultivam nas hortas que existem à volta da cidade.
Excerto de notícia em Câmaras Verdes, 06-07-2010. Leia o resto desta notícia, com mais informação sobre os vários projectos em: http://www.camarasverdes.pt/tema-especial/505-hortas-urbanas-conquistam-terreno-em-portugal.html

Ver as plantas a crescer para arejar as ideias
A maior parte são idosos que tinham um pequeno quintal onde moravam em condições precárias, e perderam aquela forma de subsistência quando foram realojados pela Câmara de Gaia em habitação social.
(…) O desalento dos moradores chegou à GaiaSocial, que se preparava para fazer um parque infantil em S. Félix da Marinha. Depressa os planos mudaram e naquele local nasceu antes, em Maio de 2008, uma horta comunitária, com 24 talhões, cada um com 50 metros quadrados. O êxito foi imediato e cedo se formou lista de espera. Laurinda, por exemplo, candidatou-se a um lugar, há dois anos, mal foi realojada naquele bairro e só há dias conseguiu um espaço. Estava delirante, a preparar a terra para receber cultivos. “Vou plantar couves, feijão verde, batatas… enfim, tudo o que couber”, contou, na expectativa de conseguir colher couves para a ceia de Natal.

A Câmara de Ponte de Lima criou o projecto "Hortas Urbanas", distribuindo, pelos munícipes interessados, lotes de terreno para cultivo agrícola (…)
Além do lote de terreno, o Município disponibiliza também um ponto de água destinada à rega das culturas, um abrigo comum para armazenamento dos utensílios agrícolas e um espaço comum para compostagem ou colocação de estrumes.
Fornece ainda informação sobre os modos de produção e práticas culturais ambientalmente correctas e um livro que permitirá a comunicação entre os participantes e o Município de Ponte de Lima.
"A ideia é apelar às boas práticas agrícolas, no âmbito da agricultura biológica", explicou Gonçalo Rodrigues.

Já são 200 os lotes de terras destinados a hortas urbanas entregues pela Câmara Municipal do Funchal (CMF) aos seus munícipes. Um número significativo mas que, ainda assim, está distante da enorme procura que se vem registando, atendendo a que a lista de espera atinge já as três centenas de candidatos.
(…) Costa Neves explicou, ainda, que à medida que os terrenos vão sendo disponibilizados, a câmara tem vindo a dotá-los das infra-estruturas necessárias para colocá-los à disposição da população.
Na opinião do vereador, este programa, lançado em 2005, tem vindo a revelar-se um sucesso, não só com benefícios para os munícipes que exploram os pequenos lotes, mas também para o próprio município. Porque, como salienta o vereador, "a cidade não se faz só de asfalto, de betão e de jardins públicos".
Costa Neves realçou o facto de as hortas entregues serem, geralmente, "bem zeladas" pelos munícipes, registando-se somente três ou quatro casos em que a CMF se viu obrigada a retirá-las aos candidatos.
Excerto de notícia no Diário de Notícias, 31-07-2010 (http://www.dnoticias.pt/impressa/diario/221043/madeira/221085-funchal-ja-possui-200-hortas-urbanas)
Veja também o site Projecto Horta à Porta - Hortas biológicas da região do Porto: http://www.hortadaformiga.com/

Leiam sobre a Horta Popular da Mouraria – Graça (Lisboa) no blogue http://horta-popular.blogspot.com/ Aqui encontram também uma definição de
Horta popular:
De uma forma simples, uma horta popular ou comunitária é um espaço verde onde as pessoas se encontram e cultivam vegetais ou flores, num terreno comum ou dividido em pequenos talhões para cada hortelão. Ao contrário de outros espaços verdes da cidade, a sua manutenção é feita pelos próprios utilizadores do espaço e não por profissionais.
e muitas outras informações e notícias sobre este tema

Ainda sobre a agricultura urbana (II)

Publicámos já um post referindo benefícios da agricultura urbana (http://glocalfaro.blogspot.com/2010/03/agricultura-urbana.html). Eis mais algumas palavras lembrando a importância do tema:
A crise de combustíveis está a tornar visível «o sistema absolutamente precário e vulnerável» em que vivemos, alerta Manuela Raposo Magalhães, professora do Instituto Superior de Agronomia. Tendo em conta a subida constante dos preços do petróleo, explica, a produção de alimentos «tem de ser assegurada o mais perto possível do consumidor», diz. E, por isso, critica a “destruição” da capacidade de produção em torno das cidades, assente na ideia «de que é muito mais rentável o metro quadrado ser edificado do que produzir alimentos».
«As cidades devem ter produtos frescos na sua proximidade», declarou a arquitecta paisagista ao jornal Arquitecturas. Trata-se de uma questão de que, segundo a especialista, deve «ser integrada nos PDM [planos directores municipais] para criar as condições e agilizar o licenciamento destas actividades».
Excerto de notícia no Ambiente Online, 12-09-2008 (http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=6961)
O aumento das hortas urbanas tem causas mais profundas do que um simples modismo. A crise económica parece ter sido o catalisador do desejo de regressar as origens. "O que inicialmente era um passatempo, agora tem uma clara componente económica", afirma Benedita Chaves.
(…) Os benefícios da agricultura biológica de proximidade não se esgotam na poupança em legumes e hortaliças. Além de ser uma saudável e relaxante actividade física, as vantagens ambientais são inúmeras: reduz a poluição (por não usar químicos e poupar nos transportes), protege os solos e os lençóis freáticos e promove a biodiversidade, salienta Ana Cristina Costa, presidente do Núcleo de Braga da Quercus.
Excerto de notícia no Jornal de Notícias, 04-10-2009 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1380339)

A criação e/ou apoio a hortas urbanas é uma das formas de contribuir para a segurança alimentar nas cidades que tem vindo a ter significativo desenvolvimento - inclusive em Portugal! (brevemente post com exemplos aqui):
Já nos anos 80, o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles defendia a importância destas hortas apontando alguns exemplos do que já há muito se fazia lá fora, em especial nos países da Europa do Norte, região que viu nascer este conceito. Mas para que as hortas urbanas se imponham enquanto fenómeno social não basta a boa vontade individual, terão que ser as autarquias a promover incentivos dando origem a projectos municipais. É que não está em causa apenas o acesso a novos terrenos. O acesso à agua para rega, a protecção ao roubo e ao vandalismo são também desafios que se colocam e aos quais é necessário dar resposta. Manuela Raposo Magalhães, arquitecta paisagista e professora do Instituto Superior de Agronomia vai mais longe e defende mesmo a integração das hortas urbanas nos PDM “para criar as condições e agilizar o licenciamento destas actividades”.

Mas como referimos já, outros tipos de iniciativas contribuem também para reforçar esta capacidade de produção de produtos alimentares frescos nas cidades ou suas proximidades – algumas delas em “pequena escala”, como:
. valorização de espaços urbanos desaproveitados para a produção agrícola/hortícola
 (incluindo "jardinagem de guerrilha"/"Guerrilla Gardening" :-)
. dar preferência à plantação de árvores de fruto nas cidades
. ou a “agricultura de varanda”!
( post com exemplos aqui)
     ... veja também por exemplo as Dicas em www.ecoideias.com, 08-04-2009 5 Alternativas à horta nas traseiras

Ideias para a acção 10/10/10 em Faro

Como já contámos (aqui), estamos a preparar a nossa participação no 10/10/10: The Global Work Party ou  "Um Apelo à acção"/Festa de trabalho.
A 350.org avança várias ideias quanto ao tipo de acção a realizar (vê http://www.350.org/pt/ideias).

Nós estamos ainda a decidir o que iremos organizar em Faro. Para a ajudar à discussão iremos postando aqui no blogue informação sobre algumas iniciativas que podem ser inspiradoras... Podes juntar as tuas sugestões como comentários aqui no blogue, escrevendo para o nosso email - ou juntando-te ao encontro de fim de tarde que estamos a combinar para a próxima semana (escreve para saber local e hora).

Adesão ao 10/10/10 em Faro em http://www.350.org/pt/glocalfaro1010

Comunicado Novo Endereço - Associação Al-Portel

A Associação Al-Portel - Associação de Defesa do Ambiente e do Património de São Brás de Alportel, vem pelo presente comunicar a alteração do seu endereço postal, que passa a ser o seguinte:
Apartado 50
8150-999 S. Brás de Alportel
Deste modo, toda a correspondência que pretendam endereçar é favor utilizar este novo endereço a partir da presente data, alteração que antecipadamente agradecemos e em relação à qual apresentamos as N/ desculpas pelo transtorno causado.

Saudações ambientais e patrimoniais
A Direcção da Al-Portel
Associação de Defesa do Ambiente e do Património Cultural de S. Brás de Alportel

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Serviço SOS Ambiente e Território

Serviço SOS Ambiente e Território: 808 200 520.
Este número está disponível 24 horas por dia para a denúncia de situações que possam violar a legislação ambiental e os instrumentos de ordenamento do território: deposição ilegal de entulho, poluição sonora, cortes de árvores, etc.

-> A linha é gratuita <-

Imagem:

domingo, 8 de agosto de 2010

10 / 10 / 10 em Faro

No próximo dia 10 de Outubro ocorrerá uma campanha de global mobilização para a redução do carbono/combate às alterações climáticas: 10/10/10: The Global Work Party ou (em português) "Um Apelo à acção" promovida pela 350.org e enquadrada na TckTckTck. Tal como aconteceu com a Vigília que realizámos a 12 de Dezembro de 2009, também desta vez quisemos pôr Faro no mapa das acções mundiais.
Por isso já nos registámos para participar!! (podes ver o evento e aderir em http://www.350.org/pt/glocalfaro1010 )
Estamos porém ainda a decidir que tipo de iniciativa queremos promover.
Dá-nos sugestões! Nós daremos mais notícias em breve

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ÁGUA - Portugal reduz perdas de água em 15 por cento

As boas notícias não ficam por aqui: 94 por cento dos lares portugueses já tem água na torneira, aproximando Portugal da meta fixada no Plano Estratégico para o Abastecimento de Água e Saneamento de Águas Residuais para 2013. No entanto, um terço da população continua sem drenagem e tratamento de águas residuais.

Versão integral na edição papel do jornal «água e ambiente» de Julho 2010

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Ocorreu um erro neste dispositivo