domingo, 15 de agosto de 2010

Ainda sobre a agricultura urbana (II)

Publicámos já um post referindo benefícios da agricultura urbana (http://glocalfaro.blogspot.com/2010/03/agricultura-urbana.html). Eis mais algumas palavras lembrando a importância do tema:
A crise de combustíveis está a tornar visível «o sistema absolutamente precário e vulnerável» em que vivemos, alerta Manuela Raposo Magalhães, professora do Instituto Superior de Agronomia. Tendo em conta a subida constante dos preços do petróleo, explica, a produção de alimentos «tem de ser assegurada o mais perto possível do consumidor», diz. E, por isso, critica a “destruição” da capacidade de produção em torno das cidades, assente na ideia «de que é muito mais rentável o metro quadrado ser edificado do que produzir alimentos».
«As cidades devem ter produtos frescos na sua proximidade», declarou a arquitecta paisagista ao jornal Arquitecturas. Trata-se de uma questão de que, segundo a especialista, deve «ser integrada nos PDM [planos directores municipais] para criar as condições e agilizar o licenciamento destas actividades».
Excerto de notícia no Ambiente Online, 12-09-2008 (http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=6961)
O aumento das hortas urbanas tem causas mais profundas do que um simples modismo. A crise económica parece ter sido o catalisador do desejo de regressar as origens. "O que inicialmente era um passatempo, agora tem uma clara componente económica", afirma Benedita Chaves.
(…) Os benefícios da agricultura biológica de proximidade não se esgotam na poupança em legumes e hortaliças. Além de ser uma saudável e relaxante actividade física, as vantagens ambientais são inúmeras: reduz a poluição (por não usar químicos e poupar nos transportes), protege os solos e os lençóis freáticos e promove a biodiversidade, salienta Ana Cristina Costa, presidente do Núcleo de Braga da Quercus.
Excerto de notícia no Jornal de Notícias, 04-10-2009 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/interior.aspx?content_id=1380339)

A criação e/ou apoio a hortas urbanas é uma das formas de contribuir para a segurança alimentar nas cidades que tem vindo a ter significativo desenvolvimento - inclusive em Portugal! (brevemente post com exemplos aqui):
Já nos anos 80, o arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles defendia a importância destas hortas apontando alguns exemplos do que já há muito se fazia lá fora, em especial nos países da Europa do Norte, região que viu nascer este conceito. Mas para que as hortas urbanas se imponham enquanto fenómeno social não basta a boa vontade individual, terão que ser as autarquias a promover incentivos dando origem a projectos municipais. É que não está em causa apenas o acesso a novos terrenos. O acesso à agua para rega, a protecção ao roubo e ao vandalismo são também desafios que se colocam e aos quais é necessário dar resposta. Manuela Raposo Magalhães, arquitecta paisagista e professora do Instituto Superior de Agronomia vai mais longe e defende mesmo a integração das hortas urbanas nos PDM “para criar as condições e agilizar o licenciamento destas actividades”.

Mas como referimos já, outros tipos de iniciativas contribuem também para reforçar esta capacidade de produção de produtos alimentares frescos nas cidades ou suas proximidades – algumas delas em “pequena escala”, como:
. valorização de espaços urbanos desaproveitados para a produção agrícola/hortícola
 (incluindo "jardinagem de guerrilha"/"Guerrilla Gardening" :-)
. dar preferência à plantação de árvores de fruto nas cidades
. ou a “agricultura de varanda”!
( post com exemplos aqui)
     ... veja também por exemplo as Dicas em www.ecoideias.com, 08-04-2009 5 Alternativas à horta nas traseiras

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